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Oi gente!
Estou a um tempão segurando essa entrevista, mas hoje resolvi mostrar a vocês o quanto essa autora é fofa! Confesso que quando terminei de ler, eu quis mata-la, até falei a ela... mas depois que ela anunciou que o próximo livro logo será lançado, eu sosseguei um pouco. Vamos deixar de enrolação e simbora pra resenha! <3


Equipe - Olá Bah, – super intima – gostaria de falar que é um prazer poder fazer essa entrevista com você, depois de ler uma obra tão apaixonante como a sua. Fiquei bastante feliz em conhece sua obra.
Bom, para começar eu não poderia deixar de comentar sobre o tema que seu livro traz: Vampiros. Quando li o nome que começa com V, lembrei logo de Crepúsculo, porém seu livro é muito mais abrangente do tema e foge do sensor comum desse tipo de tema. Conta pra gente, como foi a escolha do tema? Algum livro em especial lhe inspirou para abordar sobre os vampiros no seu livro?

Bárbara Negrão - Quase todo mundo que fica sabendo que o livro é sobre vampiros logo pensa em Crepúsculo. É difícil de não associar devido ao sucesso que a serie de livros fez. Mas por sorte todos que deram uma chance e leram o livro dizem a mesma coisa que você falou. Que a única semelhança é o tema. Leio muita fantasia. E sou completamente apaixonada por vampiros. Já devo ter lido tudo o que já foi escrito sobre eles. Hehehehe...Viciada? Eu? Imagina! Kkkkk... Não me inspirei em nenhum livro em especifico para criar Labirinto pois quis criar um mundo completamente novo.   

Equipe - Uma coisa bem marcante do seu livro é o quanto os personagens têm suas próprias características e as mantém até o final do livro. A Eva, foge das regras das mocinhas dos vampiros, totalmente destemida! Então, como foi a construção dela? tem um pouco de você, na Eva?

Bárbara Negrão - Tentei fazer com que cada personagem fosse único e tivesse suas manias para que fossem marcantes para os leitores. Minha única semelhança com a Eva é ter a mania de contar até dez quando fico ansiosa, tremer quando fico nervosa e ser super desastrada. O resto é tudo da Eva...rs! A Eva é a heroína que eu gostaria de ser. Odeio ler livros onde as mocinhas são bobas e tapadas. Por isso quis que ela fosse forte e determinada. Claro que por ter dezesseis anos e ser de cidade pequena ela tem suas limitações. Mas ao longo do livro ela vai mudando suas personalidade rapidamente para se adaptar aos acontecimentos e não se tornar uma vítima.

Equipe - Agora vamos a parte boa do livro, o Willian. Foi impossível não me apaixonar por ele, acho que é o vampiro que eu estou mais encantada. Quem inspirou você para criar o Willian? E os restantes dos personagens, tem algumas características de amigos, parentes ou conhecidos seu?

Bárbara Negrão - O Willian foi criado com muito trabalho. Ele não foi baseado em ninguém. Só o nome dele que foi em dedicatória ao meu gatinho que faleceu com 17 anos. Ele se chamava Willy. E o Willian veio daí. Mas fora isso, o Willian é completamente original. Ele foi ganhando forma conforme eu fui escrevendo. Ele ser autoritário, lindo de morrer, misterioso, forte e enigmático e mandão ao mesmo tempo ser completamente devotado à Eva faz com que ele seja o pacote completo.
Deu trabalho criar a personalidade deste moço. Mas valeu a pena cada segundo que passei pensando nele. Hehehehe... Acho que você concorda. Uma curiosidade: O sobrenome dele veio de uma música que minha mãe cantava para mim quando eu era pequena sobre o mar.

Equipe - O nome do livro, Labirintos de Espelhos, é sempre lembrado ao decorrer do livro, de forma subentendida, faz meio que uma menção ao dom da Eva. Como surgiu a ideia do título? Você já tinha em mente antes de escrever o livro?

Bárbara Negrão - Nossaaaaa.... admito que o nome do livro foi complicado. Ele teve um milhão de nomes antes de virar Labirinto de Espelhos. Mas nenhum deles encaixava. E só quando escrevi um capítulo em especifico (sem spoiler...rs) é que pensei no nome Labirinto de Espelhos. E simplesmente se encaixou perfeitamente. Depois que resolvi que seria Labirinto, é que voltei nos capítulos anteriores do livro e fui colocando um parágrafo aqui e outro ali para que ficasse subentendido e as pessoas pudessem fazer a relação quando chegassem ao final.  

Equipe - Quanto tempo você levou para escreve-lo?

Bárbara Negrão - Em media 8 meses

Equipe - Além de ser escritora, você trabalha com alguma outra coisa?

Bárbara Negrão - Sim. Sou Veterinária.

Equipe - Como foi que você decidiu que queria escrever um livro? Desde pequena você tem o costume de escrever?

Bárbara Negrão - Desde pequena escrevo, mas somente quando coloquei o ultimo ponto no ultimo capítulo de labirinto de espelhos é que pensei “preciso publicar” e fui atrás de editoras. Tenho outros livros. Mas quis começar com Labirinto pois sou apaixonada por ele.

Equipe - Quando terminei o livro simplesmente surtei e não acreditei que o livro terminaria daquela forma. Vamos lá Bah, fala um pouco pra gente sobre os novos livros da série, quando será o lançamento, as surpresas que podemos esperar... fala tudo!

Bárbara Negrão - Hehehehe.... As reações, quando os leitores terminam o livro são as melhores.
O que posso adiantar sobre o segundo volume é que também se chamará Labirinto. E que sim minha gente, O NOAH VAI VOLTAR. Kkkkk... Isso é para todas as leitoras que ficaram indignadas que o livro acabou e o Noah não voltou.

Equipe - Um personagem bastante marcante, mas que não possui nenhuma fala no livro, é o Noah. Quase enlouqueci durante o início do livro pensando nas milhões de hipóteses que podiam ter acontecido com ele. E ai, ele volta no segundo livro? O que você pode falar sobre essa aparição?

Bárbara Negrão - Hehehe... Pergunta respondida na de cima. Noah vai voltar. Mas já para adiantar, ele não vai ter uma grande importância no segundo livro. O Noah vai ser importante no terceiro e ultimo livro.

Equipe - O livro contém uma ficção muito fascinante, com personagens engraçados, histórias novas, uma pegada bem diferente dos livros que já li. Me fala, como você construiu o enredo? Você sempre gostou de ficção?

Bárbara Negrão - Sim.  Sou completamente apaixonada por ficção. Para escrever o enredo, eu tentei colocar um pouco de tudo. O livro é romance com fantasia. Mas tem ação, comédia e partes mais picantes.

Equipe - Vamos mudar um pouco o assunto, você faz parte do grupo de Novos Talentos da Literatura Brasileira, selo da editora Novo Século. Como você acha que isso pode ajudar aos escritores que estão embarcando nesse mundo agora?

Bárbara Negrão - O selo Talentos da Literatura Brasileira da abertura para muitos autores que estão iniciando no mercado e é uma iniciativa ótima da Editora Novo Século.  

Equipe - Qual a melhor coisa de escritora?

Bárbara Negrão - Ter um livro lançado é muito gostoso. Poder pegá-lo na mão e saber que é seu. Entrar em uma Saraiva e ver seu livro na estante é um momento muito gratificante. É quando vemos que valeu a pena. E claro, o reconhecimento dos leitores. Eles se apaixonam pela história e enlouquecem com você. É uma delicia.

Equipe - Quais são seus autores ou autoras favoritas internacionais e nacionais?

Bárbara Negrão - Sou completamente apaixonada pelo Dan Brown e pela Collen Hoover. E dos nacionais adoro a Carina Rissi. Vou falar somente ela, pois a lista é gigante e não quero deixar ninguém de fora.

Equipe - Para finalizar, qual a dica que você deixa para quem deseja ser escritor(a) e qual recado que você manda para suas leitoras?

Bárbara Negrão - Não desista e persista. Minha maior dica é essa. Pois muitos escritores que tentam entrar no mercado literário e não conseguem nos primeiros meses acabam desistindo. Mas se você acredita que o seu material é bom não desista. Uma hora vai dar certo. Não digo que não dê trabalho. Da sim. Mas vale a pena e quando da certo é uma delicia.

Equipe - Obrigada pela disponibilidade, mais uma vez obrigada pela oportunidade de ler ser livro e lança logo os outros hein! Beijão e sucesso.

Bárbara Negrão - Obrigada por tudo flore. Adorei a entrevista. Amei que endoidou e se apaixonou por meu livro. E obrigada por todo o carinho.Mil, beijos Bah!

É ou não é uma fofa? Me senti conversando com minha melhor amiga! <3 Lembrando que o livro já foi resenhado aqui no blog, clique aqui. Tenho um enorme carinho por ela, sucesso bah!!!
Oi pessoal, tudo bem?
A Entrevista de hoje é com a Simone Taietti, autora do livro "Uma Vida para Sempre" que foi resenhado aqui no mimosa. Ela contou um pouco sobre o livro, a Ethel, e ainda falou um pouco sobre seu novo livro que já tem até título! Descubra um pouco sobre os teoremas da Simone Taietti. 


Equipe - Uma coisa que me chamou bastante atenção é o quanto você detalha as doenças, especifica tudo, você fez alguma pesquisa antes de começar a escrever o livro?

Simone Taietti - Para tornar a escrita o mais verossímil possível pesquisei bastante sobre as doenças, tanto a Leucemia Mieloide Aguda quanto a CIPA.

Equipe - Da onde surgiu a ideia de fazer um livro com esse tema? Confesso, que chorei muito no final do livro. 

Simone Taietti - A ideia é antiga, vinha de cerca de quatro anos. A morte sempre foi uma grande questão para mim. Tenho uma inclinação para as indagações filosóficas e essa coisa de “para onde vamos”, “o que nos espera quando simplesmente pararmos de respirar” sempre me chamou muito a atenção. Neste ínterim, escrevi um esboço de uma história, na qual um homem de meia idade vagava por hospitais ouvindo as histórias dos pacientes. Este esboço esteve guardado por todo este tempo e com a popularização do subgênero Sick-Lit acabei encontrando um segmento bacana no qual poderia encaixar essa ideia precípua. Aí resolvi adaptar um pouco, modificando a história, incluindo personagens. E assim nasceu Uma vida para sempre.

Equipe - Esta é sua primeira obra lançada ou já existem outros livros seus? Como você descobriu que queria ser escritora, que gostaria de publicar um livro? 

Simone Taietti - É o primeiro livro a ser publicado, apesar de ser o segundo que escrevi. Descobri esta paixão pelas palavras aos doze anos de idade, em uma aula de Língua Portuguesa e Literatura fazendo um exercício que a professora havia pedido. Já amava ler, mas foi com essa idade que tive o insight necessário e me descobri, por assim dizer, na escrita.

Equipe - Não sei se estou sendo a primeira a fazer uma alusão do seu livro, com o famoso livro do John Green, A Culpa é das Estrelas, mas depois da leitura ficou inevitável não liga um ao outro. Até comentei isto na resenha, também ficou difícil escolher qual a melhor obra. Contudo seu livro tem um quê especial, os personagens modificam ao logo do enredo, trazendo novos contextos. Mas fala ai, você se incomoda que sua obra seja comparada a outra? Quais outros livros as pessoas dizem que lembram sua obra? 

Simone Taietti - É bem comum esta comparação, até porque ambas as obras pertencem ao mesmo subgênero. Reconheço que há algumas semelhanças, mas o que mais me deixa feliz é que em todas as resenhas que tenho lido sobre o livro as diferenças – que são maiores que as semelhanças – estão bem pontuadas. Mas esta comparação não me incomoda de maneira nenhuma, afinal, A Culpa é das Estrelas traz uma história muito bonita e alcançou grande sucesso. Quanto a comparação com outros livros, ninguém apontou até agora. Mas há outros conhecidos que também pertencem a este subgênero, a exemplo de Antes de Morrer, da Jenny Downham e Como Viver Eternamente, da Sally Nicholls.

Equipe - Para você, qual o verdadeiro para sempre? 

Simone Taietti - É bem comum esta comparação, até porque ambas as obras pertencem ao mesmo subgênero. Reconheço que há algumas semelhanças, mas o que mais me deixa feliz é que em todas as resenhas que tenho lido sobre o livro as diferenças – que são maiores que as semelhanças – estão bem pontuadas. Mas esta comparação não me incomoda de maneira nenhuma, afinal, A Culpa é das Estrelas traz uma história muito bonita e alcançou grande sucesso. Quanto a comparação com outros livros, ninguém apontou até agora. Mas há outros conhecidos que também pertencem a este subgênero, a exemplo de Antes de Morrer, da Jenny Downham e Como Viver Eternamente, da Sally Nicholls.

Equipe - Quais são seus autores nacionais e internacionais favoritos? 

Simone Taietti - Cito dois especificamente. Machado de Assis (sua acidez me conquistou desde os tempos de escola) e Jodi Picoult (com quem aprendi a gostar das histórias de drama, principalmente, o drama familiar, no qual a considero a melhor).

Equipe - Minha parte favorita do livro é quando ela descobre que estar apaixonada pelo Victor e nunca sentiu isso. Primeira paixão é algo sempre marcante na vida, você lembra qual foi sua primeira paixão? 

Simone Taietti - É muito marcante mesmo. E creio que todos têm aquelas paixões de infância, sempre platônicas. (risos) Vou citar esta, quando tinha cerca de seis anos e escrevia cartinhas para um vizinho, na época com treze anos. Nem entendia o que estava sentindo, mas é uma lembrança que sempre me faz rir. Sem contar que ele continua sendo meu vizinho e lembro-me dessa história toda vez que o vejo. (risos)

Equipe - A Novo Século possui o selo de talentos da literatura brasileira, um grande incentivo a escritores brasileiros e no qual você faz parte. O que você sente em fazer parte deste clube? Você acha que todas as editoras deveriam ter um selo especifico para autores brasileiros? 

Simone Taietti - É um incentivo muito importante, uma vez que a literatura nacional infelizmente é pouco difundida. Atualmente, há um maior reconhecimento, mas ainda se consome muito mais literatura estrangeira que literatura nacional em nosso país. E tem muita gente talentosa por ai. Selos como este nos ajudam a conquistar algum reconhecimento.

Equipe - Qual a melhor coisa de ser escritora? 

Simone Taietti - As mensagens lindas que recebo de leitores falando sobre o que acharam do livro. Emociono-me com cada uma delas. É uma delícia.

Equipe - Além de ser escritora, qual sua outra profissão? Como concilia a escrita com sua outra profissão? 

Simone Taietti - Sou Assessora Parlamentar na Câmara de Vereadores da minha cidade. Trabalho apenas meio período e conciliar com a profissão não é tão difícil. O mais difícil é conciliar a escrita (e amor pelos livros de literatura) com a faculdade. Estou na sétima fase do curso de Direito e gostar de ler para este curso é fundamental. Contudo, são as doutrinas, livros voltados para os componentes curriculares do curso. Algumas leituras são agradáveis, mas não se comparam com a literatura propriamente dita. Fazer o que? Sou apaixonada pela ficção, (risos). 

Equipe - Mata um pouco minha curiosidade, você já tem projetos de lançamentos de novos livros? Conta um pouco pra gente! 

Simone Taietti - Creio que o próximo livro a ser lançado será este que já tenho escrito, e tem por título “As Pipas de Agosto”. Trata-se de um romance mais sóbrio, denso e truncado. É uma espécie de livro de memórias de um médico chamado Gabriel que, no início de sua carreira, fez justiça com as próprias mãos assassinando um pedófilo que estava sob seus cuidados, e foi condenado e preso por isso. Mas ainda não há previsão para lançamento. 

Equipe - Se você pudesse ser um personagem do seu livro, qual seria e porquê? 

Simone Taietti - Tentei construir personagens, sobretudo, humanos, com seus erros, medos e características bem particulares. Confesso que uma personagem que gostei muito de criar foi a Gertrud, a senhorinha amiga da Ethel. Espero ter a dádiva de poder envelhecer e desfrutar da bagagem e experiência que adquirir durante a vida. A sabedoria mais pura que existe nos é dada conforme envelhecemos. E quero usufruir o máximo possível dessa sabedoria. 

Equipe - Para finalizar, qual recado você deixa aos seus leitores e aos jovens que desejam entrar no mundo da escrita? 

Simone Taietti - Há bem pouco tempo eu acreditava que não seria capaz de concluir uma história longa. Tanto que escrevi durante cinco anos, dos doze aos dezessete, apenas poesias, textos críticos, crônicas e contos, pois se tratavam de histórias curtas, que podiam ser “facilmente” finalizadas. Tinha medo (e esta é a palavra) de me aventurar em uma história longa. Mas um dia resolvi tentar, timidamente. E hoje, aos vinte anos, olho para trás e revivo estes sentimentos, tendo dois livros escritos e um já publicado. Não que isso seja grande coisa, (risos). Mas o que quero dizer com isso é que medo todos sentem. Isso não é covardia, é perspicácia. O importante é enfrentá-lo e tentar. Sempre tentar. Pois o arrependimento é um dos piores sentimentos que existem. Então, se você que agora lê esta entrevista gosta de escrever, vá em frente. Tente quantas vezes forem necessárias. Precisamos cada vez mais de “cultivadores” das palavras. :D E por fim, agradeço imensamente a todos os leitores. É inenarrável a emoção que sinto com todo este carinho. Obrigada!!! 

Equipe - Obrigada pela disponibilidade, fiquei bastante grata por ler sua obra e pela confiança! Sucesso!

Simone Taietti - Agradeço também a equipe do blog Teoremas da Mimosa por esta oportunidade. Adorei a entrevista. Obrigada, sinceramente! Super beijo a todos.